terça-feira, 16 de junho de 2015

Vidas passadas - Astrologia Cármica -1° parte





Astrologia Cármica e as Casas nos mapas - 
Primeira parte
Apontamentos para aula - nº 1 e 2  e 3
António Rosa ·



Devido à sua extensão, este artigo foi dividido em 3 partes/posts.

Clicar para aceder: Parte 1 (é este texto)  
Estão autorizados a levar o texto para efeitos de estudo.

«Na realidade “o tempo” fora da terceira dimensão não existe, portanto
o que classifica como passado está ocorrendo no eterno agora.»

Astrid Ananbelle [daqui]


Introdução
A Trajetória Cósmica do Nosso Espírito:
Astrologia Cármica, Reencarnação e Espiritualidade


Haveria muito a dizer sobre a forma circular do mapa astrológico: o círculo é um perfeito símbolo de unidade. O tema é uma mandala, isto é, uma visão do mundo, encerrada num círculo geometricamente dividido, cuja estrutura ajuda à meditação.


Assim, o tema torna-se um "suporte de mancia": um objecto que, pela sua forma, permite que a intuição seja libertada. Os videntes de toda a Antiguidade utilizaram o fogo, a fumaça, os seixos jogados ao acaso no solo, etc.



A intuição divinatória costumava ter necessidade de um suporte para se manifestar: não há dúvida de que o mapa astral representa também esse papel; a sua forma redonda, as suas divisões geométricas ativam os mecanismos secretos da intuição.


 A cruz formada pelo horizonte e o meridiano, inscrita nos 360° da circunferência, são os símbolos eternos que falam ao subconsciente de cada um de nós.





A divisão do espaço celeste em quatro quadrantes, cada um com três casas, ou seja, 12, tem ressonâncias numerológicas e simbólicas tão fortes, que todas as religiões do mundo o utilizaram.

 Mandala é uma palavra indiana, mas a realidade é universal.

 A estrutura íntima do cosmos está provavelmente baseada nos números 3, 4 e 12. As religiões cristãs falam das "12 tribos de Israel", dos “12 Apóstolos”,  dos “4 Evangelistas”, da “Santíssima Trindade”, etc. quatro e três são sete, e se combinam ainda em 9, 12, 45 e tantos números "sagrados" utilizados pela astrologia.



A acrescentar a isto a ideia transmitida pela entidade Kryon, do Serviço Magnético, que diz que a matemática cósmica tem o sistema 12 como suporte universal e não o sistema decimal, como o utilizamos nesta nossa terceira dimensão, aqui na Terra.

A divisão do mapa em 12 casas delimitadas pelos quatro Ângulos do Céu é fundamental.


As casas são campos vitais, nos quais se aplica a nossa energia. Isso é válido não só para esta vida, como também para toda a nossa trajetória cósmica - compreendendo também as nossas vidas precedentes.



Teoricamente, a Terra está no centro do tema. Os detractores da astrologia vêem nisso uma prova de sua falsidade, já que sabemos bem que a Terra não é o centro do nosso sistema solar.

 A isto pode-se responder que o tema descreve o nosso ponto de vista de terreno. Quando tivermos adquirido “perfeição” e objetividade, quando estivermos livres das cargas terrestres, passaremos para um plano cósmico solar: poderemos ter então um tema "visto do Sol" – o chamado sistema heliocêntrico. Atualmente, aliás, muitos astrólogos utilizam tais temas, já nessa perspectiva espiritual.



O ASCENDENTE



Representa o estado presente da entidade, o "ponto" da sua evolução para esta encarnação. A partir desse local-chave organiza-se todo o horóscopo, esse mapa do céu que a pessoa "assinou" antes de nascer.

O Ascendente e a casa 1 exteriorizam a personalidade da pessoa nesta encarnação - mas não necessariamente o seu Ser profundo. Certos espaços dele mesmo podem permanecer secretos, ocultos enquanto dura esta vida.
 Muito simplesmente porque a entidade decidiu desenvolver uma aptidão, em vez de outra, que está programada para a vida seguinte: não se pode procurar um desenvolvimento em todos os sentidos, ao mesmo tempo!



O crescimento da alma é um longo trabalho que se faz de vida para vida, um detalhe após o outro. Recantos inteiros do nosso ser permanecem adormecidos a cada encarnação. 
A partir do Ascendente, há quem pense que as casas 2, 3, etc. indicam vidas a vir, ao passo que, regredindo no sentido inverso, as casas 12, 11, 10, etc. significam as vidas precedentes, a começar pela última.



Inúmeros autores pensam que nós encarnamos segundo a ordem dos signos, de modo a aprender sucessivamente as 12 lições cósmicas inscritas no Zodíaco. Esse será, certamente, um dos segredos esotéricos melhor guardados da humanidade.

 Pensa-se que as pessoas que têm uma casa 12 muito "habitada" por um número importante de planetas, entre os quais Neptuno, já cumpriram todo um ciclo. Seria a sua última encarnação, para esse ciclo.



Mas é provável que percorramos várias vezes o Zodíaco a fim de rematar o que não fora terminado. A roda das casas e dos signos representa a "roda das reencarnações", ou Samsara indiano.



O Ascendente seria então como um dos ponteiros de um relógio sobre um quadrante, indicando a hora da evolução da alma. Em suma, em que ponto ela está, na sua jornada cósmica. (Cf. a Bíblia: "Para mim, um dia é como mil anos", diz o Senhor.)

 O Ascendente indica onde plantamos a nossa tenda, nessa viagem através do tempo e dos espaços interplanetários. É exatamente uma etapa.

AS CASAS DE ÁGUA



As três casas que correspondem, por analogia, aos três signos da Água: a casa 4, de Câncer/Caranguejo, a casa 8, de Escorpião, a casa 12 de Peixes, parecem estreitamente ligadas às coisas cármicas.

 Elas contêm uma enorme quantidade de informações sobre as nossas vidas anteriores. Todas as três estão carregadas de um passado que ainda nos marca, sobretudo se são densamente habitadas.
 Planetas retrógrados, nós, luminárias, recebendo inúmeros aspectos, revelam as suas dimensões cármicas nessas casas.



A casas 12, 8 e 4 trazem os reflexos que adquirimos nas nossas vidas anteriores, reações emocionais criadas pelos traumatismos e erros de outrora. Devemos livrar-nos desses resíduos afetivos e físicos, desses comportamentos do passado, para nos adaptarmos à nova encarnação.

 Mas podemos decifrá-los ainda claramente nessas casas. As pessoas com "casas da Água" muito fortes, aliás, têm, em geral, reminiscências bastante fortes das suas vidas anteriores.
 Frequentemente são muito mediúnicos ou possuem enorme clarividência, e têm um contato permanente com os planos invisíveis.



Infinitamente sensíveis aos ambientes, essas pessoas perceptivas sabem e sentem coisas que nem sempre têm palavras para exprimir. O tempo, para elas, não está limitado a esta encarnação; não vêem na matéria a simples realidade existente, como tantos dos nossos contemporâneos ocidentais. Não esquecem nada (se a 4 e a 8 estiverem, no seu caso, fortemente habitadas).

Esses "nativos da Água" vivem tempestades angustiantes, furacões internos que têm dificuldade em superar. Aspiram à serenidade, embora se apeguem a comportamentos obsoletos que só fazem acarretar outras tormentas. Isso verifica-se sobretudo quando o Sol e Lua se hospedam nessas casas.



Os psicólogos materialistas ocidentais - esses consertadores da alma - muitas vezes fracassam ao tratar essas pessoas, uma vez que as motivações destes têm raízes num nível cármico muito profundo - nas paixões violentas das suas vidas anteriores.



Evidentemente, os que cercam essas pessoas jamais compreendem por que eles reagem tão fortemente a tão pequeninas coisas. Um encontro aparentemente banal uma canção, uma paisagem, lançam-nos num estado de profunda perturbação, desencadeando as ressonâncias profundas da memória cármica.

A pessoa assim hospedada no fundo das grutas marinhas da casa 4 (ou 8, ou 12), não é feliz: aspira profundamente a se libertar de um fardo cármico de obsessões muito antigas. Os medos, os fantasmas, os espectros dos quais gostaria de se livrar estão inscritos nessas três casas.


Mas para limpar dos seus armários todos os fantasmas que ali foram encerrados, é preciso coragem: afrontar lúcida e bravamente todos esses fantasmas que apodrecem na memória.



Enquanto a pessoa se recusar a abrir o armário para dar a vassourada, permanecerá prisioneira desses laços emocionais passados que a estrangulam.

 E isto pode ser feito, atualmente, com o processo de terapia de vidas passadas. Uma parte da sua energia está paralisada. O primeiro passo para a libertação começa no dia em que a pessoa admite a possibilidade de ter dívidas para consigo mesmo. E talvez mesmo para com os outros!



Se se empenha nessa via de autoconhecimento, esses traumatismos tornarão a emergir à superfície consciente, criando um choque. A pessoa reviverá, para melhor exorcizá-las, as suas lembranças dolorosas e as suas fraquezas.

 Pouco a pouco, a força destas diminui, o seu peso alivia, libertando a energia vital do sujeito. Quase todos os grandes místicos descrevem esta experiência, embora sob formas muito diversas, segundo as regiões e as culturas. Toda a psicoterapia deveria, portanto:



1. Admitir o peso das vidas anteriores.



2. Avaliar esse peso e as suas consequências sobre o "aqui e agora".


Astrologia Cármica e as Casas nos mapas - Apontamentos para aula - nº

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A CASA 12



A atenção dos astrólogos tem-se fixado nesta casa. Com toda a certeza, é a mais "esotérica" das casas. Parece descrever a mais recente encarnação terrestre, ou pelo menos a mais marcante, das últimas vidas.

 Talvez não a vida imediatamente anterior, se esta tiver sido muito curta, ou apenas vivida como feto, ou sem rasgos: constatou-se que essas vidas de crianças mortas em idade muito tenra, ou nascidas mortas deixam por vezes poucos traços na memória da entidade, e no seu tema.
 Digamos que a casa 12 marca certamente a última experiência terrestre significativa.



Entre muitos astrólogos reencarnacionistas estudam-se os temas de mortos que precederam, por exemplo, casos de reencarnação quase imediata na mesma família.

 É um fenómeno que não é raro. Numa casa 12, o signo na cúspide, ou ponta, os planetas aí localizados, a sua situação celeste, seus aspectos, tudo fornece precisões sobre a vida anterior precedente.
 Uma casa 12 pode estar vazia de planetas. Mas se olharmos para o regente do signo situado na cúspide dessa casa, as coisas esclarecem-se.



A casa 12 tem o mesmo simbolismo do signo de Peixes. Este é regido por Netuno, planeta da dissolução. Assim, nesta casa, os planetas indicam um desejo de dissolução dos laços cármicos, dos vínculos que ainda atavam a pessoa a este mundo.

 O signo é representado por duas pequenas sardinhas atadas, em sentido contrário, por um fio muito curto: não é preciso dizer que no signo - assim como na casa - enfrentam-se entraves de todos os tipos. Se esses entraves são aceites corajosamente, segue-se uma libertação: desemboca-se então no grande fogo irresistível de Carneiro, o grande salto para adiante, que nenhum freio consegue mais suster.



Notem também que a casa 12 é a dos inimigos secretos: os nossos piores e mais secretos inimigos não são os nossos defeitos? Ela é considerada como a prisão ou o hospital do mapa. No plano cármico, é bem um e outro: ali se curam as doenças espirituais e se "purgam" as penas.

 A casa 12 também diz respeito aos pés, às patas, aos sapatos - tudo o que permite avançar. Pode-se extrapolar no plano cármico e deduzir que essa é a casa que nos permitirá ir ainda mais longe, andar na Lua, ou tomar emprestado um raio de Sol como degrau de uma escada.



Há frequentemente dois, ou mesmo três signos na casa 12. Esses signos múltiplos podem estar relacionados com várias vidas, ou então ainda com a mesma, vista sob duas ou três iluminações diferentes.



Nunca se deve esquecer que a pessoa evolui, por sua liberdade e seu desejo de progresso. É o conhecido livre-arbítrio. Entre o Ascendente na hora do nascimento (portanto a casa 12 natal) e o Ascendente na hora da morte, todo um caminho pode ter sido percorrido ou, ao contrário, uma nova dívida cármica pode ter sido acrescentada às precedentes!


O Ascendente na hora da morte, e a casa 12 anterior marcam a posição e definem a próxima encarnação. Mas alguns atribuem também essa possibilidade à casa 8, que veremos mais adiante. Afinal, conhecemos muito mal as leis certamente precisas - que regem as nossas permanências nos diferentes planos do cosmos.

Os iniciados atlantes, depois os egípcios e os celtas, conheceram-nas, assim como, ainda hoje, certos monges tibetanos, mas tratam-se de conhecimentos de alta iniciação, reservados apenas a alguns sábios.

Nestes tempos em que a Nova Energia desce sob o nosso planeta, muitas dessas informações já estão ao alcance da maioria, mas ainda continua a ser uma incógnita o real funcionamento das leis do universo. Seria preciso poder comparar as casas 12 do nascimento, da morte e do renascimento.

 Apesar das muitas canalizações existentes sobre a vida nos outros planos, ou vida multidimensional, o certo é que ninguém nos explicou de forma básica, do género: 1 + 1 = x. Todos nós (eu incluído), que escrevemos sobre estas coisas,  apenas supomos como seja o tal funcionamento. Mas efectivamente, não sabemos ao certo. Este é um dos muitos motivos porque em 2005 escolhi «não ser terapeuta» e apenas tentar fazer alguma astrologia. Mas isso é outra conversa.



No tema de qualquer pessoa, a casa 12, sobretudo se está carregada, ocasiona provações específicas, às quais não pode subtrair-se: porque ele mesmo as escolheu, antes de aceitar uma nova encarnação.



Ao tomar conhecimento desse dado, a pessoa muitas vezes o intui de maneira muito nítida: Diz "que é assim, que não há nada a fazer", ou ainda "que o vinho está servido, e é preciso bebê-lo". Sente que deve passar por tudo aquilo. Sabe-se cativo; o que nem sempre sabe (e que os astrólogos poderão dizer-lhe), é que escolheu livremente as provações significadas por esta casa 12. Mas podem libertar-se desse sofrimento. Basta quererem.


Escolheu livremente a sua prisão, com um objectivo de progresso espiritual. Se aceitar essa ideia, a sua dor e a sua angústia poderão ser consideravelmente aliviadas. Em todo caso, tem o poder de se evadir dessa prisão material pela meditação, pela oração e pela imaginação. Pelo livre-arbítrio.

A saída involuntária do corpo físico durante o sono dá uma trégua e um alívio às desgraças terrestres. É também por isso - penso eu -, que a Natureza previu o sono! Quanto às técnicas voluntárias de saída para o astral, também não são "anormais": transe e desdobramento são do conhecimento dos iniciados desde sempre (era mesmo assim que se praticava a anestesia necessária às operações cirurgias no antigo Egipto).

A aptidão para o sonho, para a prece, para a meditação, para a cura pelo pensamento e pela luz e para sair do corpo físico é extremamente desenvolvida nos proprietários de casas 12 densamente habitadas. É certo que todos eles têm infelicidades, mas também, em contrapartida, têm grandes poderes.

Essas pessoas muito marcadas pela casa 12, se tiverem escolhido uma encarnação de expiação e de sacrifício, têm, mais do que ninguém, o coração aberto à compaixão. O espírito dessa casa é o de saber inclinar-se com bondade sobre os sofrimentos dos outros.

Entretanto, se há muitos planetas retrógrados e mal aspectados, eles tendem a fugir do sofrimento: conheceram-no numa vida anterior, fugiram dele, ou aceitaram-no mal. São tentados, então, nesta vida, a fugir novamente dele. Este sofrimento, no entanto, parece necessário à liquidação das suas dívidas, e eles devem enfrentá-lo. Eis porque escolheram provações que desta vez são inevitáveis!

INFLUÊNCIA DA CASA 12 SOBRE O ASCENDENTE

Tenho notado que muitas das pessoas à minha volta, das quais tenho o mapa natal, respondem mais ao signo imediatamente anterior ao do Ascendente, do que ao próprio Ascendente. Evidentemente, pode-se invocar a precessão dos equinócios, que acarreta actualmente uma desfasagem de 23° a 24° para a nossa época. Isto dá, efectivamente, um signo de diferença, e explica que as pessoas de um signo ainda sintam a influência da constelação anterior. Mas o ayanamsa não explica tudo.

Um de meus antigos consulentes, que tem o Ascendente a 25° de Sagitário, portanto perfeitamente no signo (menos 23° do ayanamsa, assim mesmo, dá para ele ainda 2° Sagitário!), tem todas as aparências físicas do tipo precedente, Escorpião: bem pequeno, bem escuro, traços cavados, olhar de laser brilhando com uma luminosidade metálica. Não só a aparência física, mas também, ao que parece, o comportamento também. E então?

Um dos meus amigos, nascido com o Sol em Leão, era o homem mais tímido, mais discreto, mais sentimental e mais passivo que conheci: mais Caranguejo -Caranguejo que outra coisa, e acabou sendo ludibriado por uma Leonina de verdade. Então, por que nasceu Leão?

Afinal, essas diferenças explicam-se na astrologia cármica: o signo que precede o Ascendente (portanto, na casa 12) indica as circunstâncias, os sentimentos, a profissão, o país e os actos, bastante recentes, que marcaram a pessoa na sua vida imediatamente anterior; não é de espantar que lhe fique uma forte impregnação disso tudo na actual encarnação.

Na primeira parte da vida, a pessoa ainda não se desligou bem dos seus hábitos cármicos; por vezes, mesmo, ele não se desliga de modo algum, ou porque não quer, ou porque não sente força para tanto. Funciona durante toda esta vida como na precedente, segundo esquemas hoje obsoletos, que ainda lhe estão colados à pele! Daí essa persistência dos traços de carácter do signo anterior.

O que vale para a casa 12 e para o Ascendente vale também para a casa que precede o Sol. Acontece, em astrologia, quando se ignora a hora do nascimento, tomar o Sol como Ascendente. A casa precedente é, então, a casa 12 "solar". Mas trabalhar assim é tremendamente resvaladiço.

Este sistema dá resultados interessantes, sobretudo quando é empregado em "casas derivadas". Exemplo: para ter uma ideia do pai de um consulente, tomo o Sol como ponto de partida, e conto as casas a partir desse Sol: a 1° indica a personalidade do pai, a 2, a dos seus bens, etc.

Os astrólogos reencarnacionistas têm boas razões para pensar que o Sol, assim como o Ascendente, progride de vida em vida, no sentido dos signos do Zodíaco. Estes últimos são como portas, pelas quais passamos, uma após a outra.

Assim, aqueles que nascem, por exemplo, com o Ascendente Áries / Carneiro (ou o Sol), viveram uma experiência precedente marcada por Peixes. Seriam eles marinheiros, doentes hospitalizados, prisioneiros, místicos?. Em todo caso, completam um ciclo de existências para começar um novo. A sua experiência precedente, ao impor-lhes o sofrimento e o confinamento (seja este devido à doença ou a qualquer outra limitação física ou social), consolidou a sua força interior; eles começam, portanto, esse novo ciclo, em Carneiro, com uma imensa sede de liberdade!

Entretanto, parece que, em muitos casos, essa libertação é apenas progressiva: Quem sabe se esses retardatários devem renascer várias vezes com o mesmo Ascendente (ou com o mesmo signo solar) para liquidar a etapa precedente?

Vocês já notaram, suponho, que um bom número de pessoas com Ascendente (ou o Sol) em Touro, cuja agressividade vem mais de Carneiro. Eu próprio reconheço-me ter vivido nesta categoria uma parte considerável da minha vida e, ainda hoje, tenho situações inesperadas de uma certa intensidade e alguma agressividade no comportamento. Tenho o Ascendente em Touro.

Eis aí, bem evidente, a influência de uma casa 12 (solar) em Carneiro. O Touro, portanto, não elimina logo as influências marcianas que regeram as vidas precedentes.




Poderia também causar espanto encontrar tantos grandes trabalhadores com o Ascendente Gémeos (ou o Sol): mas é que eles conservaram hábitos laboriosos de seu passado taurino. Com bastante frequência são menos “light” do que faz prever a descrição do tipo Gémeos. Também me incluo nesta categoria com o meu Sol em Gémeos, na casa I. Sempre fui um trabalhador compulsivo, além de ter uma grande resistência física, que, com a idade, se está a esbater.



Certamente muitos alunos recordam-se da avalanche de textos e informações enviadas, ao longo dos meses. O que eles não viram foram os dias, semanas e meses em que estive agarrado ao computador a trabalhar, escrevendo esses textos. Isso permitiu-me juntar imenso material, que desembocou na criação do site «Escola de astrologia Nova-Lis», anos depois. Se eu fosse um típico Gémeos, escreveria um apontamento ocasionalmente e seria tudo muito “clean”. Pois não, o que parece funcionar realmente é o signo anterior, que é o de Touro, tendo por outro lado, o meu ascendente também aí. Este próprio texto é um exemplo disso: escolhi trabalhá-lo e com intensidade. Alguém tirará proveito disso. Espero eu!



As pessoas do Ascendente Câncer / Caranguejo (ou o Sol) são muito mercurianas: lêem, escrevem, agitam-se e tagarelam como os Gémeos, quando o seu Mercúrio se espalha numa chuva de gotas brilhantes. Nos meios editoriais, onde trabalho, notei vários Caranguejo e Ascendente Caranguejo que me pareceram muito felizes nesse meio que, no entanto, é tipicamente mercuriano e geminiano.


De um Ascendente Leão (ou o Sol), espera-se uma personalidade que se afirma com vigor. Ora, não é raro encontrar, nessa savana, pessoas bastante menos vigorosas, que preferem demonstrar vigor e assertividade diante das pessoas, para poderem esconder as suas patas de argila. A casa 12 em Caranguejo é, por vezes, de tal maneira influente, que só se vê um ser sensível, emotivo, terno, agarrado com unhas e dentes ao status quo familiar. E não tendo coragem alguma para enfrentar as mutações afectivas que se imporiam.

O Ascendente Virgem (ou o Sol), em compensação, dá pessoas mais seguras, mais autoritárias do que anuncia o signo. Virgem designa simbolicamente o "colaborador dedicado", personagem eficaz, discreto, mas sem muito brilho.

 Em princípio, os Ascendentes Virgem têm por trás de si um passado anterior no qual abusaram do poder. O que lhes trouxe bastante transtorno! Assim, desconfiam das honras, da glória e de tudo o que chama muito a atenção.

 Entretanto, mesmo tendo escolhido a humildade para esta encarnação, essas pessoas de Virgem (Sol ou Ascendente) ainda têm bastantes reflexos leoninos.

 A sua casa 12 indica uma posição social brilhante na vida imediatamente anterior, uma educação aristocrática e refinada, da qual ainda permanecem traços.

O Ascendente (ou o Sol) Libra / Balança muitas vezes dá às pessoas uma juventude tímida; eles têm muito mais dificuldade de se afirmar do que os Virgem ainda leoninos.

 Foram eles que herdaram inibições virginianas! Muitas vezes o seu sucesso é tardio; precisam de tempo para conseguir livrar-se da lentidão, dos escrúpulos e das tendências críticas de Virgem.

Entre as pessoas do Ascendente Escorpião (ou o Sol), bem poucos encontram o equilíbrio afetivo e conjugal.

 A casa 12 em Balança permite adivinhar grandes problemas dessa ordem na vida precedente, fazendo com que as pessoas hesitem em dar totalmente o coração. 

Esses traumatismos ou dívidas antigas prolongam-se hoje, por vezes numa dificuldade ou impossibilidade de ter filhos, no caso das mulheres. E, no caso dos homens, uma infalível insatisfação na vida conjugal.

 Acontece também destes Ascendentes Escorpião renunciarem às alegrias amorosas, tal o traumatismo que ainda lhes provocam seus dissabores anteriores. Difíceis relações cármicas com a vida amorosa obscurecida por bastantes dívidas cármicas!

Notei também que os homens desse Ascendente Escorpião tinham problemas nas suas relações com o dinheiro.

 Culpabilizando-se quando a despesa não é perfeitamente justificada, podem ser bastante avaros com o dinheiro e, ao mesmo tempo, lançar-se em enormes e irresponsáveis despesas!

 É que o dinheiro, ligado a Vénus, símbolo do poder financeiro, e também ligado ao sexo foi, em várias circunstâncias, muito mal utilizado por eles na vida precedente.

 Outrora muito egoístas, não gastaram esse dinheiro para servir a justiça social. A hesitação em abrir a bolsa é mais sensível nos homens do que nas mulheres. Tudo isso vale também para o Sol em Escorpião: difíceis relações cármicas com o dinheiro, obscurecida por bastantes dívidas cármicas!

As pessoas de Sagitário no Ascendente (ou o Sol) não deveriam apresentar outras características que não satisfação e alegria de viver. Ora, muitas vezes têm problemas de depressão, de humores sombrios, mais escorpiónicos do que sagitarianos.

 O seu senso crítico, totalmente diferente do entusiasmo jupiteriano, mina na sua fé, na sua confiança na vida e neles mesmos. São, no entanto, atraídos pelo mistério, pelo ocultismo.

 Mas, em muitos casos, desconfiam dessas coisas, pois tiveram anteriormente experiências muito penosas nesses campos. Adoptam, então, uma posição de racionalismo: não querem mais correr o risco de se entregar de corpo e alma a um mago negro.

 Os únicos Sagitários de verdade são, em minha opinião, aqueles que têm Júpiter no Ascendente, em conjunção com o Sol.

As pessoas com Ascendente Capricórnio (ou o Sol) surpreendem pelo seu entusiasmo, pela sua audácia conquistadora, o seu espírito de empreendimento.
 Por vezes, mesmo, o seu amor pela brincadeira franca faz pensar que nos enganamos de Ascendente! Eles têm muito mais de Sagitário do que do austero Saturno, e muitas vezes estão bem longe do Capricórnio típico.

 Mesma observação para o Sol, que não dá necessariamente nativos austeros e frios. 
Tendo tido muitas farras em suas vidas anteriores, dissipando-se em aventuras pelo mundo inteiro, as pessoas sentem, é verdade, a necessidade de disciplina rigorosa que caracteriza o Capricórnio.

 Em certos casos, realmente, eles começam a se organizar desde esta vida. Mas em outros, o gosto pela farra ainda não se extinguiu; a atração pelas aventuras reaparece, sobretudo na primeira parte da vida.

Em compensação, reencontram-se muito mais traços capricornianos nas pessoas com Ascendente Aquário (ou o Sol nesse signo).
 Saturno, regente de Capricórnio, ainda está exaltado em Aquário: o que leva, portanto, a várias vidas seguidas, onde o planeta representa um papel preponderante.

 A falta de calor é surpreendente entre esses nativos: inteligentes, amistosos, são mais generosos racionalmente do que afetivamente. Oferecem uma curiosa mistura de egoísmo gelado e de amizade fiel.
 A adaptação às técnicas de vanguarda não impede, neles, o apego às mais antigas tradições familiares.

Por fim, as pessoas Ascendente Peixes (ou o Sol) manifestam por vezes um carácter anárquico e revoltado, que vem dos hábitos de Aquário. A esse signo do Ar, que não tem os pés na Terra, assim como aos Peixes, que simplesmente não têm pés, só nos resta desejar um cônjuge que lhe imporá o seu senso prático. 

A recusa dos limites, que caracteriza ao mesmo tempo Aquário e Peixes, torna-lhes difícil a perseverança em qualquer contrato social. Saturno já era regente do seu período Capricórnio, no ciclo anterior. 

No entanto, herdaram de Aquário uma grande generosidade nas concepções. Com muita frequência, a sua vida anterior precedente foi marcada por rupturas violentas, revoluções, aventuras movimentadas em nome de ideologias de vanguarda.

 Assim, muitos deles preferem, desta vez, uma vida mais calma: perderam o gosto dos confrontos violentos.

Nem sempre se muda de Ascendente ou de signo solar, de uma vida para outra: e certos exemplos mostram mesmo que a ordem de sucessão dos Ascendentes de uma vida para a outra não segue necessariamente a ordem dos signos.

 Pode-se supor que, quando uma entidade não completou o programa que corresponde a um signo, ali se reencarna de novo (parece ser este o caso de pessoas que as datas de reencarnação reconduzem ao mesmo mês, ou ao mesmo dia do mesmo mês. 

Em suma, "repetimos o ano" das estrelas quando somos reprovados no exame cósmico!

segue a parte 2  no próximo texto

                      A CASA 12 - astrologia carmica parte 2

Texto pesquisado em
  http://cova-do-urso.blogspot.com.br/


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